Serei mesmo verde?

by editor.essencia

Outubro 21, 2020

Serei mesmo verde?

Vivemos numa era em que o selo “verde” está cada vez mais presente na vida das pessoas e das empresas. Produtos ecológicos, sustentáveis e eco-friendly, boas práticas de separação de resíduos e de poupança de água e eletricidade entraram no nosso dia a dia. Umas vezes por consciência, outra vezes por moda, outras apenas porque seguimos o que está instituído.

As preocupações ambientais revestem-se, aparentemente, de uma simplicidade que chega a querer parecer que é uma questão de “boa vontade”. Mas não será antes uma questão de estratégia? Será, assim, tão simples mudar comportamentos e atitudes sem (re)pensar políticas, práticas económicas e até formas de comunicar?

Se é certo que a preocupação ecológica das empresas aumentou, também é certo que muitas o fazem quase de forma inconsciente e sem rumo. Ações desagregadas que resolvem problemas pontuais e momentâneos, mas que não permitem criar um caminho futuro verdadeiramente mais sustentável e economicamente viável.

A definição de uma estratégia de comunicação ambiental contribui para estruturar o posicionamento da marca face a esta problemática. Demonstrar como a empresa se comporta quando deparada com questões ecológicas é um fator de diferenciação e de competitividade.

Não basta ter valor. É necessário comunicar valor. E o valor ambiental das marcas portuguesas e muito elevado, mas ainda muito pouco conhecido.

Comunicar é também sensibilizar e contribuir para educar. Existem várias ferramentas que se colocadas ao serviço da sensibilização e educação ambiental são uma enorme mais valia: campanhas de sensibilização, comunicação digital, brides sustentáveis, kits pedagógicos, materiais didáticos, stands ecológicos, ecodesign, workshops, oficinas temáticas, teambulding, desenvolvimento de parcerias estratégias são alguns exemplos.

Mas esta estratégia tem de ter na sua génese uma preocupação e um posicionamento verdadeiro. Tem de refletir o espírito da marca e o impacto que efetivamente as suas metodologias têm no planeta. E não ser apenas um mero meio promocional na linha de uma potencial tendência global.

Consciencializar, refletir, implementar, comunicar. Acredito que existe ainda um longo caminho a percorrer que será realizado com sucesso se for implementado por um todos um trabalho constante e sólido em prol de um futuro verdadeiramente sustentável.

Teresa Juncal Pires, Diretora do Departamento de Comunicação e Educação Ambiental

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